PALESTRAS

Refinamentos da percepção: artes performativas e práticas de atenção em tempos de crise

Link de acesso:

 http://farol.ufsm.br/transmissao/seminario-internacional-de-praticas-meditativas-e-artes 

Sinopse:

A palestra abordará processos de formação dos hábitos de percepção e suas possibilidades de transformação através de procedimentos ligados às artes performativas e a tradições contemplativas, especialmente o Budismo. A partir daí, repensamos possibilidades da arte diante da complexidade das crises que atravessamos,  explorando-a como lugar privilegiado de reinvenção das formas de vida.

 

Sobre o Cassiano:

Professor livre docente do Instituto de Artes da UNICAMP, com pós-doutorado em Estudos Teatrais pela Universidade de Lisboa, pesquisador PQ 2 do Cnpq, líder do grupo de pesquisa “Cena expandida e diálogos transculturais”, membro do “Laboratório de Dramaturgia e Escritas Performativas da UNICAMP”, dramaturgo premiado, vice-líder do GT da ABRACE “Artes performativas, modos de percepção e práticas de si”, autor dos livros “Antonin Artaud: Teatro e Ritual” e “O Ator-performer e as poéticas de transformação de si”, entre outros, co-fundador do Centro de Meditação Theravada “Casa de Dharma”, em São Paulo.

Subjetividade e Espaços Públicos

 

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http://farol.ufsm.br/transmissao/seminario-internacional-de-praticas-meditativas-e-artes-2

Sinopse:

Dividimos as atuações dos atores e atrizes em "boas" ou "más", "que funcionam" ou " que não funcionam". Em que se baseia nosso julgamento? Há bases firmes tanto para a prática da atuação quanto para a apreciação do espectador? Poderíamos dizer, de forma vaga, que o trabalho teatral "funciona" quando uma certa conexão é estabelecida entre os atores e os espectadores, mas é difícil identificar o que isso pode significar e implicar. Se este campo de eficácia é baseado em convenções culturais, então hoje em dia deveríamos rever nossa concepção de dois temas e de suas interações: de um lado, o performer e a eficácia concreta de suas ações, e do outro lado o que geralmente chamamos de "público": os espectadores. O lugar em que se encontram, a irradiação e o eco do trabalho teatral através deles em direção a uma esfera de ressonância maior. O terceiro elemento é: o que se passa entre o palco e o público? E o teatro não é também um espaço público? No teatro contemporâneo, após as revoluções teatrais do século XX, muitas vezes o trabalho do diretor com o ator é visto como incluindo um aspecto pedagógico: o ator, através da criação de uma nova performance, é convidado a descobrir novos territórios de savoir-faire profissional e até mesmo de autoconhecimento. Neste ponto da minha vida, sinto a necessidade de questionar minha linguagem e pensar sobre estes conceitos, questionando o que muitas vezes é assumido como garantido. Talvez, uma de nossas vocações como profissionais de teatro ou amantes do teatro tenha a ver com o que compartilhamos durante a experiência colaborativa e estética do teatro. Talvez, nossa tarefa seja ampliar a esfera do que está acontecendo primeiro entre os atores e o diretor, e depois entre os atores e os espectadores. Talvez, o que estamos procurando, como criadores de teatro e seitas teatrais, é a criação de novos campos de imaginação compartilhada, a capacidade de sonhar juntos formas alternativas de ser e viver juntos, um mundo futuro que não veremos com nossos próprios olhos. Tenho a bela oportunidade de poder conversar com dois queridos e conhecedores amigos, Tatiana Motta Lima e Cassiano Quilici, com quem, creio, compartilhamos perguntas e dúvidas e aspirações comuns, mesmo que nossos respectivos campos de trabalho possam diferir na forma ou no terreno. Tenho o prazer de convidá-los a passar um tempo conosco: Me sentirei muito honrado com a atenção e presença de todos vocês.

 

Sobre o Mario:

Mario Biagini, atualmente Diretor Associado do Workcenter de Jerzy Grotowski e Thomas Richards e Diretor do Open program, tem contribuído de forma central para a pesquisa prática realizada no Workcenter por mais de trinta anos. Trabalhando na equipe liderada por Thomas Richards desde 1986, Biagini rapidamente se tornou uma figura-chave da pesquisa do Workcenter no domínio da Arte como veículo, bem como no campo performativo e, eventualmente, no terreno da ação social.

UM IMENSO SILÊNCIO: abordagens artísticas da contemplação/ abordagens contemplativas da arte

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Sinopse:

Com base em uma variedade de disciplinas - das artes às ciências cognitivas - este artigo explora as relações entre modos contemplativos, poéticos e corporificados de ser e conhecer. Ele irá ainda analisar como as práticas artísticas e contemplativas podem se apoiar mutuamente no cultivo de nossa capacidade de dar respostas adequadas a um mundo em crise.

 

Sobre a Deborah:

Lidera o projeto de pesquisa Mindfulness and Performance na Universidade de Huddersfield (UK). Possui diversas publicações a respeito de mindfulness, meditação e budismo relacionando-os à cena contemporânea. É co-editora do Journal of Performance and Mindfulness, junto aos professores Daniel Plá e Franc Chamberlain. Sob o pseudônimo Deborah Templeton escreve textos curtos de ficção e dramaturgia. Sua ação como escritora está intimamente ligada à sua prática de professora de yoga Kripalu e meditação.  Seu treinamento contemplativo inclui: meditação shamatha-vipashyana com Archarya Lama Tenpa Gyaltsen e Mudra Space Awareness com Mitra Lee Worley. Ela tem compartilhado sua abordagem contemplativa da criatividade em workshops e falas no Reino Unido, Estados Unidos, México e China.

A arte de realizar um movimento autêntico

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 http://farol.ufsm.br/transmissao/seminario-internacional-de-praticas-meditativas-e-artes-3

Sinopse:

Nesta palestra, Arawana Hayashi irá falar a respeito do papel da prática contemplativa na cocriação do trabalho performático e na arte da performance. Arawana irá, ainda, descrever uma residência em arte social realizada em Yucatan, México, e expressar sua aspiração de que o Teatro da Presença Social possa contribuir para o treinamento performático em escolas e universidades do futuro. Ao longo da palestra a audiência será convidada a realizar algumas práticas simples. 

 

Sobre a Arawana:

O trabalho pioneiro de Arawana como empreendedora, performer e educadora é profundamente ligado tanto à improvisação quanto à antiga dança da corte japonesa, Bugaku. Atualmente ela coordena a criação do Teatro de Presença Social no Presencing Institute. Ela traz sua experiência em dança e meditação para criar uma prática baseada no movimento, a qual torna visível a realidade atual e as possibilidades futuras emergentes. Arawana ensina meditação e processo criativo na organização Shambhala, uma comunidade comprometida com a criação de uma sociedade iluminada. Ela é autora do “Social Presencing Theatre: The Art of Making a True Move”.