MESAS

Habitar-se

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Nara Keiserman é atriz, pesquisadora, professora titular na Escola de Teatro da Unirio, responsável por disciplinas de Corpo e Movimento. Temas de especial interesse: Teatro Narrativo, Teatro e Espiritualidade, Pedagogias do Teatro.

 

Ana Caldas Lewinsohn é atriz e diretora. Professora adjunta e vice-coordenadora da Licenciatura em Teatro da UFRN e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFRN. É bacharel em Artes Cênicas, Mestre em Artes, Doutora em Artes da Cena e Pós-Doutora pela UNICAMP. Coordenadora do Laboratório de Experimentos em Atuação e Máscaras (LABMASK UFRN) onde desenvolve pesquisas teórico-práticas envolvendo orientação de Iniciação Científica, Projetos de Extensão, orientação de Mestrado e direção de espetáculos. Coordenadora junto à professora Karenine Porpino do Projeto de Extensão Tardes do Vazio, de 2017 a 2020, que buscou investigar as intersecções das práticas contemplativas com as artes cênicas. Participa do Grupo de Pesquisa em Corpo, Dança e Processos de Criação (CIRANDAR/UFRN/CNPq) e do Lume Teatro (Unicamp) como pesquisadora colaboradora. Suas áreas de interesse e pesquisa são: cultura popular, máscara, teatro de rua, preparação do ator/atriz, presença e práticas contemplativas. Atualmente desenvolve o projeto “A máscara na cena: enigma e ambivalência”.

 O que dizer, o que calar: uma conversa sobre o projeto Caminhos do Silêncio

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Neste encontro virtual que aproxima França e Brasil, o ator e diretor François Kahn e a atriz Priscilla Duarte compartilham suas experiências no projeto Caminhos do Silêncio, que teve três edições em Minas Gerais, a partir de pontos de vista diversos: ele, como condutor e ela, como participante do trabalho. Abordando temas como a origem do projeto Caminhos do Silêncio, sua estrutura e organização, além de testemunhos sobre as práticas realizadas, François Kahn e Priscilla Duarte buscam refletir sobre as contribuições do projeto para suas experiências entre vida e arte, e entre práticas criativas e práticas contemplativas.

 

François Kahn é formado em Biologia pela Universidade de Nantes. De 1972 a 1975, em Paris, participa do grupo Théâtre de l’Expérience. Nesse período encontra Jerzy Grotowski e participa de vários projetos parateatrais do Teatr-Laboratorium em Wroclaw (Polônia), até 1981. De 1982 a 1985, participa do Gruppo Internazionale l’Avventura, em Volterra (Itália), na direção e criação de vários projetos do grupo. De 1986 a 1996 participa como ator e dramaturgo de espetáculos de Roberto Bacci. A partir de 1995 cria o projeto TEATROdaCAMERA no qual atua como ator, diretor e dramaturgo. Desde 1986 desenvolve atividade pedagógica em escolas italianas de arte dramática. Desde 1988 vem regularmente ao Brasil, onde apresenta seus espetáculos em português e ministra oficinas. Em 2017, 2018 e 2019, em Minas Gerais, conduz o laboratório Caminhos do Silêncio, organizado pelo grupo de pesquisa CNPq CRIA - Artes e Transdisciplinaridade, da EBA/ UFMG. Em 2019 lança no Brasil o livro O Jardim: Relatos e reflexões sobre o trabalho parateatral de Jerzy Grotowski de 1973 a 1985, pela editora É Realizações, com prefácio de Tatiana Motta Lima (UNIRIO), posfácio de Antonio Attisani e tradução de Priscilla Duarte.


Priscilla Duarte é atriz, pesquisadora e praticante de Yoga; co-diretora artística do Teatro Diadokai; integrante do grupo de pesquisa CRIA - Artes e Transdisciplinaridade do CNPq/EBA/UFMG; bacharel em Artes Cênicas pela UNIRIO; mestre e doutora em Artes pela EBA/UFMG. Durante nove anos, foi atriz e colaboradora do Teatro Tascabile di Bergamo (Itália). Junto ao CRIA organizou três edições do laboratório Caminhos do Silêncio, conduzido por François Kahn. É tradutora do livro O Jardim - relatos e reflexões sobre o trabalho parateatral de Jerzy Grotowski de 1973 a 1985, de François Kahn, publicado pela É Realizações. Junto a François Kahn, que participa também como colaborador artístico, realizou adaptação de texto do espetáculo solo O amor possível, no qual é atriz e diretora. Atualmente, é professora substituta de Expressão Corporal e de Expressão Vocal no DEART/UFOP.

Arte socialmente engajada como prática de saúde e de compaixão

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Tania Alice pretende nessa fala compartilhar algumas tentativas pessoais de preservar o encanto pela vida nesses momentos de pandemia em que a contemplação da impermanência se tornou nossa prática principal. No intuito de servir de cama elástica para impulsionar outros vôos, ela gostaria de compartilhar três estratégicas pandêmicas. Primeiro, a escrita do livro Manual para performers e não-performers – 21 ações para gerar felicidade, que se configura como um arquivo de performances já realizadas ao mesmo tempo que se propõe ser uma ferramenta de multiplicação; em seguida, a criação do espetáculo Crescer pra Passarinho – uma experiência de cuidados poéticos online, apresentado mais de 80 vezes durante a pandemia; e, a experiência das “petformances”, poéticas do cuidado para, com e por animais, que a tem conduzido a performar junto com os animais que convivem com ela e a multiplicar essa prática por meio de oficinas em uma parceria com a médica veterinária Manuela Mellão. As três experiências são pensadas aqui como geradoras de potências de vida e de alegria no meio do caos que atravessamos.

Heather Huggins, em suas palavras: 

Vou compartilhar o que estou aprendendo sobre como reconhecer a tempestade enquanto cultivamos o céu. Haverá histórias das voltas e reviravoltas da vida acadêmica: as delícias de parcerias inesperadas, as portas que parecem fechadas e a saúde e abundância que flui ao seu redor. Esses insights nascem da experiência transformadora de um professor ingênuo mentor que iniciou uma comunidade de pesquisa baseada na prática (PAR) em abril de 2018 na City University de Nova York - Queensborough Community College ao lado de alunos e ex-alunos. Um dos componentes fundamentais do nosso PAR interdisciplinar está na integração de uma forma de arte social inovadora conhecida como Social Presencing Theatre (SPT); O SPT incorpora a Teoria U (Otto Scharmer, MIT) ao “unir inteligência física e espacial com inteligência emocional e cognitiva” (Arawana Hayashi, SPT). Nós praticamos juntos, nós co-criamos performances planejadas e os alunos apresentam suas descobertas de pesquisa-ação sobre o desempenho da vida cotidiana como pesquisa de graduação. A comunidade também começou a colaborar com as comunidades para co-projetar e co-facilitar workshops, mais recentemente oferecendo programas de construção da paz por meio da conscientização e improvisação e cultivando comunidades de cuidado por meio de pesquisa-ação. Oferecemos nossas aspirações a uma aldeia global onde o corpo seja uma fonte equitativa de conhecimento e onde a imperfeição e a impermanência sejam sementes essenciais para o cultivo de nosso (s) futuro (s) emergente (s).

Tania Alice sonha com uma revolução dos afetos pela performance e pretende performar até que isso aconteça. Fundadora da plataforma Performers sem Fronteiras, artista-pesquisadora e professora da UNIRIO, terapeuta do trauma e instrutora de Yoga do Riso, ela realiza projetos artísticos participativos e relacionais em camas, cozinhas, espaços urbanos, universidades, florestas, chuveiros, redes e até mesmo em teatros e galerias do mundo inteiro com pessoas, animais e árvores.  

Heather Huggins é uma artista interdisciplinar que atua na transformação de comunidades e sistemas com base em práticas de atenção e conscientização. Ela é facilitadora de artes sociais na ImaginAction e praticante avançada do Teatro da Presença Social (TPS) no Presencing Institute. Ela colabora em projetos novos, projetos de extensão e de criação coletiva, aspirando tornar visível a interseccionalidade entre identidade, poder e privilégio por meio de pesquisa aprofundada integrando prática social e artes cênicas. Heather é professora adjunta na Universidade da Cidade de Nova Iorque - Faculdade Comunitária de Queensborough, onde promove práticas libertárias para promover a transformação. Ela iniciou uma comunidade de pesquisa-ação do TPS em 2018. O grupo co-cria performances e workshops; os alunos apresentam suas descobertas sobre diversidade, equidade e inclusão como pesquisas de iniciação científica. Ela foi aprendiz de Andrei Droznin, graduando-se no Instituto Shchukin no Teatro Vakhtangov em Moscou, Rússia. Ela também é professora certificada de hatha yoga e graduada pelo programa anual de treinamento de professores de mindfulness do Interdependence Project.

Diálogos do Sul

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Sinopse:

O que significa práticas contemplativas em uma perspectiva latino-americana? Quais as especificidades da noção de contemplação desde uma mirada decolonial? Partindo de suas histórias pessoais enquanto latino americanos envolvidos em práticas cênicas e contemplativas, os apresentadores irão procurar nessa mesa redonda experiências comuns e vestígios que possam (re)pensar as artes da cena e sua relação com as práticas contemplativas na Argentina, Chile e Brasil.

 

Daniel Reis Plá é professor adjunto do Departamento de Artes Cênicas na Universidade Federal de Santa Maria. Doutor e mestre em Artes da Cena (UNICAMP), realizou estágio Pós doutoral na Universidade de Huddersfield (UK). Integra o CRIA (UFMG), é coordenador do GT Artes Performativas, Modos de Percepção e Práticas de si da ABRACE e Coordena o Grupo de Pesquisa TRADERE. É responsável pelo projeto Meditação e Práticas Contemplativas no Ensino Superior, financiado pelo CNPQ. 

Cristina Turdo é pesquisadora, professora e ativista da contact Improvisation (CI) desde o final dos anos 80.  Titular da cátedra de Contacto Improvisación na Universidad Nacional de las Artes - UNA. Docente nos cursos de pós-graduação “Nuevas Tendencias de la Danza” e “Danza Movimiento Terapia” (UNA). Completou a formação em práticas como Medicina Tradicional Chinesa, Shiatzu, Yoga, Práticas somáticas e contemplativas, Improvisação física, teatro, anatomia aplicada, linguas sagradas.É praticante Zen há mais de 20 anos no grupo ‘Viento del Sur’, que pertence  à linhagem da Sangha do diamante, sob a condução do professor Daniel Terragno Roshi.


Cristina Fuentes Antoniazzi é atriz, professora de meditação e consultora em comunicação. Ela é estudante de doutorado em teatro, performance e dança na University of Huddersfield. O objetivo de sua pesquisa é desenvolver um treino de ator com base em mindfulness (MBPT). Cristina estudou atuação e psicologia na Universidad Diego Portales. Ela tem um diploma em “mindfulness nas relações’ do Instituto Mindfulness Chile. Ela é professora autorizada pelo Shambhala International e tem uma graduação em administração na escola de economia e negócios da Universidade do Chile. Para saber mais a respeito de seu trabalho, por favor visite sua página www.presenciautentica.com ou sua conta no Instagram: @presenciautentica

Entre vitalidade e esgotamento: treinamento contemplativo do artista da cena como caminho possível na pandemia?

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Ana Alonso é dançarina, professora, produtora e pesquisadora, com ênfase na dança contemporânea e improvisação. Formada em DanceAbility (2011). Desde 2009 dedica-se à Improvisação por Contato. Criou e coordenou desde então o projeto Entrando em Contato e entre 2009 e 2019, o Festival Transformando pela Prática. Integrou o PlanoB coletivo de experimentações em movimento (2011 – 2017). Promove eventos, participa como dançarina e professora em Jams, festivais e outras ações de Contato Improvisação, Improvisação e Composição no Brasil e na América Latina. Participa da cocriação do ET – Espaço Transformando. Investiga relações entre Água e dança desde 2013, desenvolvendo uma proposta performativa chamada Visita ao Mar (desde 2016) que derivou num convite à investigação coletiva, o  'Mar Aberto' (2019). Pesquisadora das relações dança e política, é mestra pelo Programa de Pós graduação em Educação – UFSC (2012) e doutora pelo Programa de Pós Graduação em Teatro – UDESC (2019). Atualmente trabalha na Licenciatura em Dança da UFG. E-mail: analonsok@gmail.com

Vanja Poty é professora de atuação e performance do Curso de Teatro da Universidade do Estado do Amazonas, coordenadora da especialização em Ensino de Arte da mesma Universidade e parte do corpo docente do Mestrado Profissional em Artes - PROF-ARTES - UFAM/UEA. Doutora em Artes da Cena pela UNICAMP, pesquisadora e propositora do projeto de extensão e pesquisa Núcleo de Práticas Meditativas no Treinamento do Artista - NUPRAMTA - desde 2015. Autora de A Cena e o Sonho: Poéticas Rituais de Criação na Obra do Odin Teatret (2015). Desde seu ingresso como docente do Curso de Teatro da UEA, dedica-se aos estudos acerca do treinamento do artista da cena, atua como performer e investiga esta linguagem, além de orientar processos criativos em artes da cena. Contato: vpoty@uea.edu.br

Empatheatre: Sculpting empathy through public storytelling

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Saiba mais sobre o grupo em: 

http://www.empatheatre.com/